Champanhe: alegria em casa!

Diz a lenda que Marilyn Monroe uma vez tomou um banho em uma banheira com 350 garrafas de champanhe. De acordo com o seu biógrafo, George Barris, ela bebeu e respirou a bebida como se fosse oxigênio. Marilyn Monroe certamente não estava sozinha nesta fascinação. Poucos vinhos nos cativam tanto quanto o champanhe!

Créditos: Anthony Delanoix

Créditos: Anthony Delanoix

E agora chegou a época dele e das festas de fim de ano. Estamos prestes a dizer adeus ao ano velho e marcar o início do ano novo e a maioria de nós faz isso com muita pompa e ostentação. Nós também o vemos em várias outras celebrações, como casamentos, nascimentos e novos empregos… Afinal de contas, nenhuma outra bebida faz tão jus às celebrações como o champanhe, não é?

O nome é derivado da palavra campagnia, um termo latim para o interior do norte de Roma. O vinho champanhe vem da região de Champagne, ao norte de Paris. Embora vinhos tenham sido feitos nesta região desde os tempos romanos, essa versão borbulhante borbulhante que chamamos de champanhe foi feito pela primeira vez no final do século 17.

Simplesmente não podemos falar dele sem mencionar o nome Dom Perignon. Ele foi o monge beneditino e mestre de adega do Mosteiro de Hautvillers que inventou o champanhe. O fato de o vinho mais notório e “sedutor” ter sido criação de um monge é descrito pelo escritor de vinhos Nicholas Faith como um “paradoxo aceitável”. Mesmo sendo um conto em que muitos acreditam, o champanhe não foi criado por Dom Perignon (embora ele tenha sido importante no seu desenvolvimento), e nem por uma só pessoa. O champanhe foi o resultado do trabalho de muitos champenois (habitantes da região) e da casualidade da natureza.

Créditos: Creative Commons

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Um rápido gole de champanhe

O champanhe verdadeiro vem apenas de uma região, também chamada de Champagne, cerca de 150 quilômetros a nordeste de Paris.
 Todo champanhe é uma mistura de 30 a 36 vinhos destilados separadamente.
O complexo processo pelo qual o champanhe é feito envolve uma fermentação secundária durante a qual o gás dióxido de carbono natural fica preso dentro de cada garrafa. O CO2 preso eventualmente se torna bolhas de champanhe.

Tipos de champanhe

O champanhe realmente não é um só vinho, mas uma gama de vinhos que se estende em um amplo espectro de sabores e texturas. De um lado estão os champanhes leves com uma leve acidez cítrica e sabores cremosos e delicados. De outro, estão os champanhes luxuosos encorpados com sabores de torrada, biscoito e baunilha com texturas densas e cremosas.

É bem possível que os apreciadores de vinho que amam champanhes mais frescos, leves e vibrantes gostem também de vinhos com menos energia. Similarmente, pessoas que adoram champanhes ricos, cremosos, torrados, pensam se há algum “quê” em champanhes mais leves. Em outras palavras, as preferências quanto ao champanhe são subjetivas.

Champanhe por Estilos

Diversas adegas de champanhe são conhecidas por produzirem ou estilos mais leves ou mais encorpados de champanhe. Lembre-se que as categorias leve, leve a médio e assim por diante se referem ao corpo ou peso do vinho – o quão leve ou encorpado é na boca – não ao seu nível de doçura. Eu listei alguns exemplos de marcas por estilos, mas é claro, existem outras.

Leve: Lanson, Bricout, Charbout
Leve a Médio: Lauren-Perrier, Tattinger, Perrier-Jouet
Médio: Charles Heidsieck, Moet Chandon, Mumm, Salon, Alfred Gratien
Encorpado: Bollinger, Krug, Louis Roederer

Créditos: Alex Holyoake

Créditos: Alex Holyoake

Servindo champanhe

A maioria dos vinhos espumantes deve sempre ser servida muito fria, de 4°C a 6°C. Champanhes não safrados devem ser servidos um pouco mais quentes, de 6°C a 9°C e champanhes super premium de  7°C a 10°C. Não resfrie o seu espumante no congelador porque ele tende a perder sua efervescência. Para um resfriamento rápido, coloque a garrafa em uma mistura de gelo e água por 15 a 20 minutos. Se tiver tempo, coloque a garrafa deitada no refrigerador por três a quatro horas.

As taças usadas devem ter o formato de uma tulipa de caule longo ou uma taça flute para reduzir a quantidade de ar que entra em contato com a superfície do vinho. Taças baixas e largas ficam ótimas em filmes em preto e branco, mas elas tendem a deixar que as bolhas se dissipem muito rápido, fazendo o champanhe perder sua efervescência.

Combinando com o Luxo

Champanhe e caviar sempre foram vistos como uma combinação clássica, talvez por causa da aura de ocasião especial e comemorativa que eles compartilham… Mesmo assim, da perspectiva do sabor, os dois nem sempre funcionam juntos, especialmente se o caviar for muito salgado e o champanhe for delicado. Para melhorar a combinação, certifique-se de escolher um caviar bem fresco, de alta qualidade e sabor sutil – o caviar ossetra é maravilhoso – e sirva-o com um champanhe encorpado. Outra combinação extraordinária, embora não clássica, para champanhe é o sushi. Em particular, champanhes extrassecos, com seu toque leve de doçura, são um realce perfeito quando o sushi é gentilmente temperado com gengibre, wasabi e molho shoyu.

Salute! Rumo a um feliz e muito bem sucedido ano-novo em 2017!


Wine Phyllis

PHYLLIS MOREAU

Estudou enologia na “International Wine & Spirits Guild”, nos Estados Unidos. É uma Sommelier Executiva de Vinhos, além de Educadora, Escritora nesta área e a Vovó do Luca.

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